quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

The Arms of the Ocean




As expectativas nos fazem sair do chão, os sonhos nos fazem voar, mas em algum momento a realidade chega e nós caímos, tão rápido, que quando vemos já estamos no chão...
Minha personalidade é assim; eu sonho, monto todo um universo ao meu favor, vivendo não mais aqui e sim cinco talvez dez anos à frente e quando menos espero o telefone toca e você me diz para acordar, pois o dia vai começar. E eu levanto, meio dormindo, meio sonhando e ao meio dia finalmente percebo que o que vivo é outro mundo, não àquele em que somos felizes, não àquele que eu tanto desejo.
Hoje sinto os braços gelados do oceano em meu corpo quente, libertando-me... Tão doce e ao mesmo tempo tão frio. Deslizando por entre meus dedos e me mostrando que futuro brilhante eu teria ali, se apenas não desistisse... Porém estou longe de qualquer outro lugar e isso já não importa mais.
Gostaria de não ir, gostaria de te pedir ‘Nunca me deixe partir’, porém não posso, não posso mais. E todavia, prometo que manterei minha cabeça erguida, enquanto afundo nos braços do oceano, tão doces apesar de tão frios.
Sinto a pressão em cima de mim e é difícil aguentar, partir machuca não por fora, mas pelo simples fato de ter que te deixar, porém não se assuste. Eu sinto que tudo logo vai acabar.
Não querido, eu não estou desistindo, estou apenas me deixando levar,  eu sinto tudo tão doce e tão frio, sim, acho que é hora de me entregar.


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