Ela sonhava com príncipes, castelos e cavalos brancos.
Acreditava que mesmo ouvindo que era um ‘pequeno monstro’ um dia alguém iria
compreendê-la e a levaria para longe de tudo que lhe fazia mal.
O tempo foi passando e ela acreditou ter achado seu príncipe,
não porque ele o compreendia, mas porque ele a fazia viajar... Porém mesmo
conseguindo fugir de sua realidade, aquele relacionamento não era o que ela
desejava, ele já não era romântico ou afetuoso...
Assim após mais uma briga, ela resolveu deixa-lo partir. Não
que Branca não gostasse do seu primeiro amor, ela apenas sabia que separados
talvez ele talvez pudesse ser feliz.
Sete longos meses se passaram, coisas ruins aconteceram e
Branca começou a se sentir realmente sozinha. Sua procura por algo verdadeiro a
estava matando, apesar dos casos que a acompanharam durante esses meses, em todos,
aquilo de ‘amor’ e ’ verdadeiro’ não estavam presentes, e ela foi mudando aos
poucos se tornando mais flexível as empreitadas da vida e menos amorosa ou
mesmo depende de seus sentimentos.
Num belo dia de sol Branca resolveu se recompor de toda a
dor, e solidão. Ela decidiu que sozinha poderia ser uma princesa bem melhor e
foi viajar. Nessa viajem despretensiosa ela conheceu um garoto, ou melhor, um
homem e sentiu uma vontade inexplicável de agrada-lo, porém sem truques. Ela o
queria, mas somente se ele a quisesse como ela era, e naquela época de mulheres
lindas e prontas para ser tudo o que um homem deseja, um pensamento como o dela
era inútil e infantil.
Branca, já o tinha visto, logo que seu deixou seu primeiro
amor partir. Contudo não o tinha reparado, só o via como um vilão, um garanhão
e tudo o mais que diziam a respeito daquele lindo e interessante homem.
Outro dia raiou e tudo o que ela precisava era de um banho
de mar, ele se prontificou a acompanha-la e isso foi o primeiro passo para seu
grande e devastador amor.
Depois de um beijo, um abraço e poucas palavras, o dia
terminou e logo que a noite chegou, ele gentilmente se mostrou um homem do
século 21. Sexo era o que ele queria! E Branca, não sentiu medo ao se entregar
para um ‘quase’ desconhecido. Mesmo sua experiência sendo pouca, mesmo que até
o momento ela só tenha se entregado para aquele que acreditou ser um príncipe..
A noite chegou e ela se entregou.
Foi lindo! Devastador! Para ela, digo que até
constrangedor... Mas acordar ao lado daquele homem parecia o paraíso, tudo o
que ela sempre quis e nunca soube.
O amor pela primeira vez subiu a serra.. e com o tempo o
vilão se tornou galã e príncipe. Branca se mostrou como era, e isso foi
arriscado, todavia ele a adorou e nada pôde ser tão perfeito como o sorriso de
seu príncipe ao dizer ‘Branca eu amo você’.
O tempo ainda passa, e Branca está feliz. A vida continua a
mesma, e ela ainda chora com as coisas que a perturbam, porém quando não há
para onde correr ele está lá. Um príncipe com defeitos, e com vontades. . Ele
não a colocou num cavalo branco e fugiu, ele simplesmente ficou e mostrou
como lutar, abriu os braços e disse que ela poderia vir e ficar quando
precisasse de um ombro ou de alguém para desabafar. Ela o ama e sabe que um dia
eles estarão juntos noite e dia. A vida passa e ela ainda é ‘um pequeno
monstro’ porém, mais feliz, mais humana, mais família e mais, bem mais amada e
valorizada.

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