Eu fumava parada em frente ao meu café favorito quando o
vi... Ele parecia tão forte e seguro de si que não havia como resistir. Tentei
pensar em outra coisa, mas ao tentar desviar meu olhar, um carro passou veloz por mim e desequilibrei-me, no
instante seguinte braços fortes me puxaram para cima. Quando seus olhos azuis
cruzaram os meus, perdi o fôlego.
Cinco minutos depois estávamos no café, pois ele insistiu em
me pagar um chá... Ahhh, que homem! Chamava-se Fernando e enquanto eu decidia
se ia ou não embora ele começou a contar-me sua vida (ele era do interior e sua
estadia em São Paulo seria curta), foi nessa hora em que (NÃO SEI POR QUE) eu
me prontifiquei a apresentar a cidade a ele.
Parece burrice (não, é burrice) uma mulher solteira e sem ninguém à quem recorrer caso algo desse errado, sair
sozinha com alguém a quem ela mal conhece, porém naquela tarde de domingo
Fernando era tudo que eu mais queria, até porque meu coração ainda estava
partido por conta de meu velho amor, e como diz o velho ditado: apenas um novo
amor cura um velho amor. Pois bem, trocamos telefones e combinamos de estar ali
por volta das 10h no dia seguinte (assim poderia passar o dia apresentando para
ele a cidade linda que temos).
Fomos primeiro ao Museu da América Latina, passeamos,
conversamos, tomamos um café fresquinho e seguimos rumo a qualquer lugar, pois
antes de chegarmos ao carro Fernando me puxou, me beijou e me fez esquecer tudo
e todos. Ali éramos só nós, sem o mundo lá fora e de repente o roteiro do dia -
que eu tinha feito na noite anterior- se tornou banal, o som foi aumentando, o
calor também e quando vi já estávamos em um hotel perto algum lugar.
Foi magnífico, foi perfeito... O amor que fizemos foi mágico,
porque ele fez questão de me beijar em todas as partes disponíveis e eu o
acariciei com a mesma paixão. Quando o amor já não era suficiente, como dois selvagens, fizemos sexo ao som de Maroon 5 (na TV passava o show deles).
Nos quatro dias seguintes em que Fernando esteve em São
Paulo nos amamos, fomos amantes, fomos amigos e de certa forma almas gêmeas.
Mostrei São Paulo a ele e em troca recebi carinho, atenção e beijos com sabor
de maçã(ele adorava balas). Contudo, ele teve que ir embora para a Inglaterra
(faria um curso de 6 meses lá) e eu fiquei.
Não nos falamos nem uma vez sequer e assim meu amor por ele acabou junto com o verão. Uma ótima coisa para mim, já que no semestre seguinte ele voltou
casado da Inglaterra. Bom, ele não havia me contado, mas namorava pela internet
há 2 anos e foi buscar a noiva na Inglaterra... Creio que por isto ele fazia
amor tão bem: sabia que seu tempo com outras estaria no fim e eu caí como uma
luva naquelas mãos.
Bom para mim! Bom para ele! Apenas nos falamos mais tarde quando ele me ligou para dizer que estaria de volta com a esposa e trocaria o
número do celular.
