O tempo foi passando e por quatro anos, durante minha adolescência,mudamos de casa cerca de 21 vezes, moramos em Goiás, Santa Catarina e voltamos para São Paulo. Além dos amigos, uma das coisas que mais me fazia falta era o mar. Não foi atoa que quando decidi me casar e formar uma família, eu e meu marido, que morávamos em São Paulo decidimos vir para cá, para Mongaguá. Os motivos, além da beleza e encanamentos da praia e do oceano (cidade litorânea) eram vir para uma cidade pequena, com um custo de vida mais baixo, poder gastar menos tempo e dinheiro com transporte, ter uma qualidade de vida maior.
Quando meus filhos nasceram tudo fez ainda mais sentido.Hoje vamos à praia no final da tarde, assim como eu fazia com meus pais. Ensinei meu filho a andar de bicicleta sem rodinhas nessa paisagem maravilhosa que a natureza nos proporciona.
Para finalizar, descobri que tenho uma paixão: correr. E sinto o quanto é promissor correr na orla da praia, ouvir o som das ondas do mar, olhar para o céu do entardecer e visualizar o horizonte para além do oceano.
Como resumir? Nada tão reconfortante e ao mesmo tempo avassalador do que dar um mergulho no mar. Sentir as águas limparem a alma e voltar energizado para aguentar o que for preciso aguentar, afinal, quando for necessário recarregar, o mar estará lá esperando para nos abraçar.