segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Maré da minha vida


 O Oceano se faz presente na minha vida desde meus seis meses de vida e durante minha infância criei uma relação bem agradável com ele, fosse nos finais de semana em família curtindo a praia, fosse nas músicas relaxantes com sons da natureza que minha mãe escutava após chegar do trabalho ou até nos finais de tarde quando dava tempo de irmos dar uma volta pela orla. 

 O tempo foi passando e por quatro anos, durante minha adolescência,mudamos de casa cerca de 21 vezes, moramos em Goiás, Santa Catarina e voltamos para São Paulo. Além dos amigos, uma das coisas que mais me fazia falta era o mar. Não foi atoa que quando decidi me casar e formar uma família, eu e meu marido, que morávamos em São Paulo decidimos vir para cá, para Mongaguá. Os motivos, além da beleza e encanamentos da praia e do oceano (cidade litorânea) eram vir para uma cidade pequena, com um custo de vida mais baixo, poder gastar menos tempo e dinheiro com transporte, ter uma qualidade de vida maior. 

 Quando meus filhos nasceram tudo fez ainda mais sentido.Hoje vamos à praia no final da tarde, assim como eu fazia com meus pais. Ensinei meu filho a andar de bicicleta sem rodinhas nessa paisagem maravilhosa que a natureza nos proporciona.

 Para finalizar, descobri que tenho uma paixão: correr. E sinto o quanto é promissor correr na orla da praia, ouvir o som das ondas do mar, olhar para o céu do entardecer e visualizar o horizonte para além do oceano. 

 Como resumir? Nada tão reconfortante e ao mesmo tempo avassalador do que dar um mergulho no mar. Sentir as águas limparem a alma e voltar energizado para aguentar o que for preciso aguentar, afinal, quando for necessário recarregar, o mar estará lá esperando para nos abraçar.


OBS: Redação criada para atividade proposta no curso de pós graduação em Cultura oceânica e Sustentabilidade, pela UNIFESP em novembro de 2025. Amei e resolvi postar aqui, ja que ha tanto tempo não faço isso. 
Que venham mais textos....