É normal nas últimas semanas de gravidez ficarmos nervosas, ansiosas, receosas, esperançosas rsrs TUDO AO MESMO TEMPO. Mas lembro-me da gravidez do Théo e eu tinha tanta certeza do que queria (parto normal) e de como queria (lindo, humanizado, com um bebê que nasce e logo em seguida mama por lindos dez minutos no seio da mãe)... que eu estava calma.
recordo que parei de trabalhar com 38 semanas e aproveitei aquelas duas últimas semanas com meu pequeno príncipe na barrida. Me diziam "primeiro filho adianta", "cuidado com a mudança de lua", "acho que ele vai nascer antes", porém eu não ligava, tinha tanta convicção de tudo que havia lido e visto que dizia sem medo "vai adiantar nada, vai dar tudo certo, deixa ele aqui...".
Bom, não é hora de relatar meu parto (ainda farei isso aqui), mas realmente o Théo não adiantou, ele nasceu de 40 semanas exatas, mas após o parto tive inversão uterina e atonia uterina e quase morri. Só pude amamentá-lo dois dias depois e sai do hospital apenas cinco dias depois que ele nasceu.
Foi uma experiência ÓTIMA (até seu nascimento) e a pior que já tive (depois disso).
No entanto, meu sonho sempre foi ter dois filhos e ao lado do homem que amo, no ano passado decidimos tentar mais uma vez e o tiro foi certeiro rsrs logo ficamos "grávidos" da nossa pequena Catharina.
Bom, com ela está sendo TUDO DIFERENTE rsrs me diziam isso "cada gestação é uma gestação", mas eu, como boa teimosa que sou não acreditei.
Pois bem, iniciamos passando muito mal, enjoos e mal estar estavam presentes nos três primeiros meses. Outra coisa foi ver como a DPP (data prevista do parto) mudava a cada ultrassom (enquanto da 1ª gestação a data foi a mesma desde a 6ª semana). Bom, não falei da pandemia né... isso também deixou tudo diferente e com seis meses e meio fui afastada do trabalho por conta da pandemia e pela impossibilidade de trabalhar de casa.
Os dias e semanas continuaram passando e no início do mês passado fui até a maternidade conhecer. Apesar de ser convênio, de pagar todo mês aquele dinheirinho suado, de ser numa cidade grande e de tudo que poderia dar certo, saí da maternidade assustada.
Fui informada que nem meu prontuário (que mostra tudo que passei no parto anterior), nem o pedido do meu médico (que é do comvênio) iriam influenciar no meu parto e que quem decidiria a via de parto seria o plantonista.
Inignada, fui me informar e vi que mesmo em cesárias eletivas (quando a gestante simplesmente não quer parto normal), o hospital tem que fazer, pois desde 2016 uma lei garante que a mulher pode escolher sua via de parto.
Sendo assim fiquei mais tranquila, tentei me acalmar e ter a convicção de que tudo iria dar certo e seria fácil, planejado, do jeito que eu queria... pelo menos por algumas semanas tentei me convencer dessa certeza...

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